A Lei da Verdade – Pincel Sobre Um Caso

Artigo "A Lei da Verdade - Pincel Sobre Um Caso", por Jussara Hadadd - Imagem ilustrativa

Interessante essa habilidade do homem em acreditar na sua majestade diante de tão pouca certeza sobre ele mesmo.

Me lembrei do pavão.

Meu Deus, aquela cauda, aquelas penas reluzentes que de repente em um mínimo acidente, podem não existir mais. Que tristeza, o pavão destronado indo buscar alento no colo de sua pobre, sem cauda reluzente e boa galinácea. É sempre assim.

Eles chegam ou voltam depenados, e tão logo se aprumam se esquecem das mãos que repuseram suas plumas no lugar.

E a “simples e boa mulher”, crente no amor e esperançosa por uma vida plena em companheirismo, sincronismo, prazer, respeito e tudo o que deve cercar uma convivência conjugal bacana, ainda faz com que este homem se sinta único. A maioria das mulheres age assim e isso não é bom! Isso não é verdadeiro e não pode dar em boa coisa. É uma troca interesseira disfarçada de amor.

Ao identificar que seu investimento em tempo, elogios falaciosos, construções de sonhos pueris não darão os frutos desejados, ou seja, que ela se uniu a um homem comum e passível de erros que comprometem seus planos ou frustram seus desejos e caprichos, a mulher se dedica a cobrar a peso de ouro o que parecia ter acontecido por amor.

O homem que acreditou ter encontrado uma santa, capaz de suportar todos os seus defeitos em troca apenas do fato de ele ser homem – condição ridiculamente suficiente hoje em dia – ao se ver contestado, reage e traz a tona um caráter que justifica o ponto de partida da relação.

Cansados, desgastados e ávidos por verdades que eles nem sabem onde encontrar se digladiam dia a dia no afã agora de se livrarem um do outro. Clássico e patético.

Aquele rei que ela acreditou reconstruir, por covardia, pouca retidão ou gratidão a destitui do posto de rainha santa deusa, onde mentiras mantidas por necessidade, caridade ou vaidade não mais se sustentam.

E ocorre que na maioria das vezes, a mulher destrói sobremaneira a autoestima do homem, daquele pavão a quem ela ajudou arrumar a plumagem, mentindo e, em um golpe derradeiro, revela a ele uma grande verdade, aquela que ela nunca disse “por amor” a um conjunto, mas que em face de todo desamor que nela brotou por vingança, mágoa contida, dor rebatida diz a ele o que ele jamais poderia ouvir.

— Você não é de nada!

É o fim da confusão, da relação, do que nunca foi amor.

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